terça-feira, 6 de março de 2012

Devaneio Poético

Sentado nessa mesa
Sinto novamente sua beleza
Este nobre café
Queima como teu charme
Que me apresentou a diferença
Entre uma menina e uma mulher

Saio daqui
Perco noção do tempo
Me vejo em outra cidade
Requintada como tua personalidade

Um ar de intensidade, meio explosiva
Que só para contrariar
Se converte num mar de tranquilidade
na dificuldade

Justo você que me ensinou
Aversão a apatia
Me apresentou a versão da alegria

Tua fala que ousadia arrasta
E a alguns afasta
Teu comportamento imprevisível
Ímpeto impulsivo, impossível!

Quero você que errou
Com todos os seus defeitos
Aos meus olhos, perfeitos!

Quero você que espanta
pela sua loucura
E a todos encanta
com leve doçura

Você que joga tudo fora
E vai embora
Some, sem indicar seu paradeiro
E incendeia os papéis deste roteiro

Com você aprendi a sonhar ser o que nunca fui

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Introspecção

Introspecção

Hoje acordei mais cedo
Senti que a vida apontava uma expectativa diferente
Uma saída criativa, inteligente
Ciente de que a meta de um poeta
É encontrar toda espécie de beleza na natureza
Parto para o meu destino!

Vislumbro este céu azul celeste
E me encanto com a graça
Das pombas que habitam esta praça
Que tanto brigam por migalhas de pão

E penso que a arte é assim
Enxergar na imagem mais trivial do cotidiano
Diversos planos e dimensões
Que lhe permitam navegar nas suas emoções
Uma viagem interior
De um jovem sonhador

Agora não me importa tanto
Como foi o passado
O que deu de errado

Pois não vejo maior riqueza
Que a beleza da viagem interior
Que me faz sentir mais vivo
A arte de encontrar a si mesmo
No próprio coração
A introspecção

Boa noite

Boa noite, família Coelho!


Anoiteceu

O Natal chegou

E cá estou

Coração na mão

E uma inquietação:


Soube que nos últimos anos

A unidade familiar está desaparecendo

O conceito de família está morrendo


O que é preciso fazer para que o que aconteça neste dia

Não passe de uma fantasia?

Para que o Natal não seja apenas um evento comercial?

Para passar adiante aquela tradição

De viver esta data com coração?


Devemos nos preocupar, sim, com o presente!

Não o material, mas o temporal!

Viver o momento presente

Viver o que se sente!


Eu lhes digo

Ao fim desta noite, as luzes irão se apagar

E o que irá importar, é o quanto você amar


Proponho fortalecer estes laços

Pois não importa tua fase, ou teus passos

A família sempre será sua base.


Que sejamos mais fortes no amor

E unidos na dor!


Pois sabemos que a verdadeira beleza

É ouvir a quem nos chama

Pois sabemos que a verdadeira riqueza

É estar com quem a gente ama!


Que hoje a gente possa sorrir

Que a gente possa sentir

Essa Energia

Que vai e a todos contagia


E se o dia de hoje deve ser celebrado pelo nascimento de Jesus

Que estes cristãos dêem as mãos

E o faça renascer todos os dias

Na comunhão, no coração!


E que tenhamos uma alma criativa

Vivamos uma espiritualidade coletiva!


E que o nascimento desta criança

Simbolize que possamos manter acesa a chama da esperança


Deixo aqui o meu apelo

Que o amor seja nossa estrela guia

Para que possamos combater este mundo de apatia

Com unidade e com alegria

E que a família seja símbolo da partilha!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Sonhadora

Sonhadora


Judith

Não olhe assim

Não fique triste

Pois este não é o fim

Judith, acredite!


Escute bem o que vou lhe dizer

É sobre o poder do sonho

Não o da padaria

Mas o sonho da fantasia!


Sonhar pode transformar

O gosto de suas conquistas

De uma azeda coca sem gás

Para um delicioso McFish!


Ju, nós nunca seremos perfeitos

Mas teremos sempre o poder de sonhar

Aquela energia vibrante

Que supera obstáculos

E nos leva adiante


Faça muito do pouco!

Sim, desperte seu imaginário criativo

E admire este universo expansivo!


Hoje acordei e me deparei

Com seus olhos sonhadores

Neles reluziam flores

De um jardim infindável

Uma obra prima imaginável!


Belos sonhos!

Tanto sonhei

Que me transformei

Num rei!


E a Judith?

Ah, ela sonhou tanto

Que virou Afrodite!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Tanto Faz

E quando olhamos
E tudo que imaginamos
Que seria pra sempre
Talvez não seja

Talvez nossos olhos vejam
Que aquela pessoa que seria perfeita
Já não seja

E aquela garota
Que você nunca deu atenção
Roubou teu coração

E tantos sonhos
Tantas alegrias
Não passaram de fantasias

E aquela sua música favorita
Já não é tão boa assim
E você, que jurou nunca pensar assim...
E você que jurou nunca deixar de gostar de mim?

O dia chegou, enfim
Histórias chegaram ao fim

E quando a Vivo
Deixou de ser operadora
Para entrar no ramo imobiliário
Ao oferecer a melhor cobertura do país?

E quando reencontrou
Uma velha amizade
E notou que nada ali mudou
E não compreende
Por que até na falta de novidade
A vida te surpreende?

Ou quando se pegou falhando
Em toda aquela lista
De coisas que se julgava especialista?
E chegou a conclusão de que nada daquilo
Fazia sentido

Por que sofrer tanto
Se tudo tem caráter transitório?
Se o que almeja hoje
Tanto faz amanhã?

Quando leu o livro pela 10ª vez
E tudo estava tão diferente
Um novo universo se formava
Em sua mente

E toda sua certeza
Foi levada pela correnteza...

E o que fora desprezado
Hoje é venerado
Como explicar o passado?

Por mais que a gente tente
Não há quem invente
Uma explicação para o presente
A única verdade é a que se sente

E a verdade que eu sinto neste instante
É que nessa vida existe apenas uma constante:
Tudo muda!

E se você parar pra pensar
Que tudo que você tem
Foi a vida que te deu
E tudo amanhã ela pode tirar

Parece absurdo sofrer com isso
Podemos continuar a lutar
Mas sabendo lidar
Que pouco controle temos nesta história
E aprender a admirar
O espetáculo que é a vida!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Poesia de Amor

Já é madrugada

A luz do meu quarto ainda está acesa

Meus versos incompletos estão sob a mesa

Aguardando uma luz que sirva de alento

Para o meu sentimento


Encontrei uma pessoa

Uma beldade de admirável simplicidade

Descobri uma dançarina

De aura cristalina

Que me faz navegar

Nessa linha tênue da amizade


Assim como os mistérios

Do reflexo lunar

Sobre as águas do mar

Me deparo com teu olhar

Igualmente belo

Que me cativa a te decifrar


Teu sorriso

É um paraíso!

Me remete a provar

Os diferentes sabores

Mesclados às cores

De uma paixão a nível

De um sentimento indescritível


Se fiz estes poemas

De sublime inocência

Devo confessar-te

Que também os fiz por sua influência


Não tenho controle

Sobre estes versos

Eles apenas expressam

O que está imerso

Em meu universo


Aonde foi parar

O meu equilíbrio

Depois de conhecer você

Razão de tanto fascínio?


Amiga, hoje li uma frase:

O amor é o triunfo da imaginação

Sobre a inteligência

Deve ser por isso que

Por mais que eu a espere com paciência

Dura uma eternidade

Esta fase


Que não passa

Fase de fantasia

Sua presença é o meu dia

Minha alegria!


Me diga,

Como posso me acalmar

Se num instante

Tudo pode mudar?


Não posso deixar para depois

O que seria a história

De nós dois


Vou me arrepender

Se não fizer você ver

O que há por trás dessa inspiração


Que, aliás, devo agradecer

Por este novo ímpeto criativo

De fazer poesia com coração


Moça, se consegui até este momento

Viver assim

É porque sinto

Que, pelo menos, parte de você

Gosta de mim


Espero que este momento

Não tenha fim

Quando este se for

Será o início das lembranças


Lembranças do dia

Que a esperança

Não foi em vão

Minha amiga, você

Laçou meu coração!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Poesia pro JMU

Hoje é dia de viagem

Fui para o estacionamento do La Salle

Lá encontrei o Aurélio Gaúcho

Que perguntava onde estava

Seu Kadett

Cadê tchê? Cadê tchê?


O trem que nos levará

A um mundo novo

Já vai partir


Não para de entrar gen

Neste trem

A primeira a entrar é a Marilen


Logo avisto a Lara

Que veio com a Clara

Acompanhada do David

E de sua irmã gema!


O trem já partiu

E a banda começa a tocar

Olhando para o baixo, vi a Luísa

Olhando para baixo, vi a Elisa

E todos cantam

A música do trem


O trem está de vento em popa

Ou melhor, de vento em popas


Aproveitei a ocasião

Para contar a piada

Dos animais que perderam um quilo

São os ex-quilos

Uma homenagem

Ao Alexandre Milquilos


Olhei para o lado

E fiz uma rima

Com a Lorrane Lima


Ouço uma conversa

O assunto é Loppiano

É o André e a Camila Cipriano


O trem para em Goiânia

Entra o Rafael, Murilo, Thâmile

E mas que surpresa! Stefânia

Vem logo atrás

Rindo como ninguém mais


Paro pra tomar um chá de erva cidreira

Me lembro da caloura eco

Ana Paula Oliveira de Oliveira


Não achei rima pra Duda

Mas sei que Marina

Rima com Margarina!


É momento de descontração

Todos se perguntam

Quem roubou pão na casa do João?

Por incrível que pareça

Foi o outro João

Que iria doar o pão

Para a Economia de Comunhão


Próxima estação, Palmas

Veja quanto astral!

Chegaram o Lucas e o Marcelo Amaral

Em seguida, vejo Taís Parpinelli

Que senta e conversa

Com Camila Nery!


Chega de conversa fiada

Conto uma piada

A Lílian não gostou

E se afastou!


Peguei o note do Rogério

Mandei um tweet pra Cris

Era a piada da cobra que um dia foi giz


Saí do Twitter

E entrei no Face

Para ouvir uns conselhos da Gleice


Desliguei o note

E me deparei com um brinquedo

Que faz unidade

Era um Cubel mágico!


A noite chegou

Para dormir a galera estava contando carneiro

Eu contei pelo menos dois

O João e a Miriam

Que estavam ao meu lado


No fim, encontrei Luiz Andrzejewski

A poesia não terminei

Pois rima não encontrei